Seria muito pedir um abraço? Creio que não. É difícil, mas é assim que a vida funciona, é assim que a roda gira, é assim que o coração bate tranquilo. O que mais lhe importa: um bem material ou um bem espiritual? A maioria falará bem espiritual, como uma maneira de praticar o falso moralismo. Ou ainda falarão isso achando que um bem material pode suprir um bem espiritual, mas talvez seja por isso que estamos do jeito que estamos.
E talvez só sairemos dessa situação quando entendermos que as necessidades por pequenas coisas são as que mais nos fazem falta, e consequentemente as que mais nos deixam felizes. Como assim? Todos nós temos algo que nos deixa angustiado, apreensivo, triste, com um nó no peito que parece não ter jeito. Quando uma pessoa nos frustra, ou algo que queríamos não dá certo, a gente sente raiva, tristeza, e tudo mais citado acima. E nisso, cria-se a necessidade de nos sentirmos bem pra sairmos dessa tristeza toda que se intensifica na velocidade da luz. A cabeça fica confusa, parece rodar sem nenhuma conclusão, sem nenhum sentido, os pensamentos correm sem direção alguma, a vista fica um tanto quanto escura, a voz mais grossa e falha. O que fazer pra mudar?
“Ah, vou comprar algo que eu goste e me satisfazer”. Pronto. Cá estou eu numa loja de CD’s e DVD’s, procurando algo que eu não tenha e que com certeza eu vá gostar. Ou ainda numa loja de camisetas, daquelas engraçadas, com desenhos bacanas e trocadilhos inteligentes. Ou quem sabe numa livraria, procurando a biografia do meu cantor favorito, um livro de poesias do Álvares de Azevedo, ou algo assim. E quando compro qualquer coisa do gênero, o alívio é imediato. Vou, uso o que eu comprei com a maior felicidade do mundo e… e… e…. e?
Isso pode trazer alívio e satisfação, mas não trás a paz interna. Coisas materiais vem e vão, sã fúteis e dispensáveis. Sabe o que desata o nó do seu peito?
Um abraço. Sim, um abraço. Acompanhado de um sorriso, fica melhor ainda. Ás vezes isso basta pra que nossa alma se desfaça e comece a chorar desenfreadamente, chegando a soluçar de tanto que choramos. Isso nos alivia, nos dá paz, confiança em saber que há pessoas que nos apoiam e nos ajudam a crescer, sempre com palavras que motivam e com alertas que valem a pena serem lembrados, mas jamais temidos.
Lembre-se: caixão não tem gaveta.
OUVINDO: Auréola, Última Noite, Espelhos, De Leve, Cheiro de Chuva – Gabriel Cruz
Comentários em: "Quanto custa um abraço?" (1)
Nem tenho palavras… mas não podia não deixar aqui uma palavra, porque embora adore tudo que escreves, este mexeu comigo de uma forma especial… está tudo dito aqui, sem duvida