Sinta-se em casa…

Feliz Navidad (?)

Fim de ano chegando. Época de festas, comemorações, perdão, amor, desejos, rezas, agradecimentos, encontros, reencontros, desencontros, presentes, comilança, bebedeira, estradas cheias, mensagens bonitas espalhadas por todos os cantos, reflexões, perus e chester a dar com pau, cuscuz de qualquer coisa, panettone com sorvete, chocottone, presentes (in)desejados, amigos (nem tão) secretos, e por ai vai. Sempre a mesma coisa, mas é sempre diferente. Entendeu? Nem eu. Esquece, é esse clima todo de natal que nunca me contagia, só no dia que eu percebo que é noite de natal.

Mas tem uma coisa que esse “clima de natal” me incomoda e muito. Uma não, duas. Esse consumismo exagerado e essa obrigação de comprar presentes que o capitalismo impõe sobre a gente (afinal, quem criou o Papai Noel?), e a hipocrisia que certa as mensagens bonitas, os abraços e os sorrisos de pessoas que mal se viram no ano inteiro, ou que viviam em pé de guerra e fazendo picuinha quase toda semana. Mas vou separar por partes…

Como gosto de ser do contra, começarei pela hipocrisia. Porra, não tem nada mais irritante do que você ter que fazer algo nesse dia de natal pura e simplesmente por ser época de família. O Natal, pra mim, é tempo de amor, de confraternização. Então por que cargas d’água eu tenho que passar com gente que eu mal vejo o ano todo? Não seria mais justo passarmos com quem gostamos e com quem nos fez sorrir o ano inteiro? Já que é um momento único e especial, por que tenho que passar com alguém que não sabe de nada do que se passou comigo durante o ano?

E pior: por que eu tenho que fingir algo que não é real? Se eu “desejei” mal a uma pessoa, ou se ela me fez sofrer o ano inteiro, por que agora eu tenho que perdoar e/ou desejar “boas festas” com um sorriso no rosto seguido de um abraço? Não, não mesmo. E peço o mesmo a você, que não gosta de mim ou que por algum motivo eu te chateei, ou ainda que tenha me desejado mal. De verdade, não precisa ser falso agora e desejar tudo que você não teve a coragem de fazer o ano inteiro, porque eu não vou fazer. Natal pra mim é tempo de ver quem se gosta, falar com quem se gosta, e com quem lhe faz bem. Do contrário, não. Sem essa de “é tempo de perdão e de amor.” Você tem o ano inteiro pra amar e perdoar. O clima de Natal favorece essas recaídas, bem como fortalece a falsidade. Você perdoa agora, e amanhã continua a mesma patifaria. Se for pra perdoar, que seja com o coração, e não por conta do “clima do natal.”

E essa obrigação de comprar presentes e/ou lembrancinhas? Quem inventou? Aposto que foi o capitalismo, que precisava de algum motivo pra “aquecer” o comércio de fim de ano. E nada mais justo do que misturar religião, fé e consumismo pra dar certo, né? Já que os três reis magos deram presentes no nascimento do Menino Jesus, por que não incentivar a troca de presentes entre a sociedade? O que começou como uma brincadeira ou um agrado, hoje é praticamente uma obrigação.

Tanto virou obrigação que muitos dos que dão presentes e correm pra não encontrar shoppings lotados, lojas cheias e estacionamentos sem vagas muitas vezes se esquecem do que é o Natal. Tempo de comprar presentes, certo? Não, não. Quer comprar, beleza! Que compre com o coração, porque você quer presentear alguém especial essa época do ano, e não porque é um ritual capitalista e social. Mas o Natal é mais que isso. Muito mais, eu diria.

Além do que fora citado no outro parágrafo – sobre ver pessoas que gosta e que fizeram parte do seu ano, etc… -, Natal é tempo de comemorar o aniversário de Jesus. Data de seu nascimento, há 2011 anos atrás. Claro que há as divergências por conta das religiões e suas crenças. Nem todas comemoram o Natal. Mas independente da religião, essa época do ano é uma época de fé, de pensamentos, pede um momento de reflexão, não só por causa disso.

O ano está no final, e esse clima ajuda a reavaliar erros e acertos, atitudes e omissões, verdades e mentiras que aconteceram durante o ano que está por terminar.

Bora repensar esse clima todo de Natal, galera. O mundo pede um pouco mais de consciência nos seus atos, e essa falsidade só prejudica seu espírito, e esse consumismo desenfreado só nos faz gostar mais do que é material.

Ah, antes que eu me esqueça… Feliz Natal! Deixo o meu “presente” pra vocês: essa menina linda, que descobri esse ano. Canta muito bem, e é muito fofa!

E um OBRIGADO enoooooooooooooooorme a todos que visitam meu blog. Esse é meu centésimo post. Isso, fiz 100 posts aqui já. E farei muitos outros ainda…

Fui! Até semana que vem…

OUVINDO: Fix You, Dont’ Panic, Spies, Speed of Sound – Coldplay; Monkey Man, Valerie, Me and Mr. Jones, Back to Black – Amy Winehouse

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